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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Lições dos EUA

Os EUA estão na moda por aqui. Até um pedaço do nosso território soberano querem dar para eles. Um Canal do Panamá, uma Guantánamo, mas sem a compensação da independência. EUA acima de tudo.

 

https://oglobo.globo.com/mundo/bolsonaro-afirma-que-pode-discutir-no-futuro-base-militar-dos-eua-no-brasil-23345240

 

"We have always known that heedless self-interest was bad morals; now we know that it is bad economics."

 

Essa frase não é de nenhum comunista, não. É do sujeito que ocupou a Presidência dos EUA por mais tempo, levando-os, de fato, à redução das desigualdades sociais e a uma longa era de prosperidade: Franklin Delano Roosevelt.

 

Os EUA têm, mesmo, muito a nos ensinar. Basta escolhermos as lições certas.

 

Marcos Cintra, o homem do "imposto único", quem diria!, está sugerindo nova faixa de IR, de alíquota maior, para os ricos! O que mostra que, a despeito do quadro geral de desalento, há motivos para termos alguma esperança.

 

Feliz 2019.

 

Alguns atalhos, para conscientização

http://noticias.unb.br/publicacoes/112-extensao-e-comunidade/2598-comunidade-academica-celebra-decisao-do-stf-contra-acoes-policiais-nas-universidades


http://noticias.unb.br/publicacoes/69-informe/2601-nota-sobre-o-exercicio-da-liberdade-de-catedra


https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/11/mesmo-sem-lei-escola-sem-partido-se-espalha-pelo-pais-e-ja-afeta-rotina-nas-salas-de-aula.shtml


https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/estudar-no-exterior/como-impressionar-os-seus-professores-uma-universidade-no-exterior.htm

 

Este último, obviamente, é o mais leve e curioso, mas vale uma reflexão igual: "no exterior"? Aqui, as regras para "impressionar" são outras? Ou, no Brasil, não vale a pena "impressionar" para não ficar com imagem de "nerd"? Ou, ainda, o que mais vale é ser adulador e não competente?

 

Que medo!

 

Houellebecq, Brasil, 2018

Experimente ser professor universitário no Brasil em 2018.

Experimente ler o noticiário político da semana que passou.

Experimente ler Submissão, de Michel Houellebecq.

Se você não surtar, é porque já surtou, ou já aderiu, ou é alienado.

 

Motivações do trabalho (docente)

"Trabalhamos para quê? Por que nos arrastamos para fora da cama todas as manhãs em vez de viver uma vida de prazeres e aventuras? Que pergunta boba! Trabalhamos porque precisamos ganhar a vida. Claro, mas será isso mesmo? Óbvio que não. Quando você pergunta para as pessoas que estão satisfeitas com o trabalho por que elas fazem aquele trabalho, o dinheiro quase nunca é citado. A lista de razões não monetárias que as pessoas apresentam para fazer o seu trabalho é longa e convincente.

"[...] Os trabalhadores satisfeitos são desafiados pelo trabalho que exige esforço – e que os tira da zona de conforto. Esses felizardos acham que o trabalho é divertido, tão divertido quanto fazer palavras cruzadas e sudoku.

"[...] As pessoas satisfeitas fazem o seu trabalho porque sentem que estão no comando. O expediente lhes proporciona certa autonomia e poder de decisão. E elas usam essa autonomia e esse poder de decisão para atingir o nível de maestria e especialização. [...]

"Essas pessoas fazem o seu trabalho porque ele é uma oportunidade de entrosamento social. [...]

"Por fim, essas pessoas estão satisfeitas com o trabalho porque acreditam que aquilo que fazem é significativo. O seu trabalho tem potencial para fazer diferença no mundo. Ele melhora a vida de outras pessoas de forma significativa.

"[...] Nós não trabalharíamos se não fôssemos pagos para isso, mas esse não é o principal motivo para fazermos o que fazemos. E acredito que as recompensas materiais são, em geral, um motivo muito ruim para trabalhar. Na verdade, quando dizemos que alguém "faz isso por dinheiro", não estamos apenas fazendo uma descrição; estamos emitindo um julgamento.

Do livro "trabalhar para quê?", de Barry Schwartz

 

Centro-direita: presente e futuro

Os principais candidatos do primeiro turno da eleição presidencial brasileira eram todos abertamente anti-PT (Bolsonaro, Alckmin, Alvaro, Daciolo) ou ligados (no passado ou no presente) a Lula (Haddad, Ciro, Marina, Meirelles e Boulos).

Se só existem Lulas e anti-Lulas, em tese, estaríamos sendo levados a Bolsonaro pela onda anti-PT. Certo?

Não. Essa é uma análise incompleta e superficial. Não justifica a escolha de Bolsonaro ante os anti-PT mais moderados.

Eis aí a chave da explicação: o movimento de descrença nas lideranças de centro-direita. O PSDB, líder desse posicionamento ideológico há 25 anos, não fez a lição de casa. Pior: comprometeu-se com a banda podre de saída - se serve de consolo, muitos, muitos deles não se reelegeram.

O fundo do poço do PT já passou. A baixa votação nas municipais de 2016 parece superada, com a eleição da maior bancada da Câmara, de senador até no RS, da boa votação em Haddad e em nomes de uma nova geração. A rejeição a nomes do velho PT, como Suplicy, Pimentel e Dilma, mostra que o PT não se expiou, mas o eleitor expiou o PT.

Já para o PSDB (e mesmo para o MDB), o pior chegou neste 2018. Não apresentaram novos nomes. Não há movimentos populares que apoiem e ajudem a recuperar essas agremiações envelhecidas.

É terrível. Só a centro-direita poderia vencer o extremismo. Não só não venceu, como passou vergonha.

O primeiro turno já passou. Agora é Bolsonaro ou Haddad.

O que sobra à centro-direita? Tudo.

Só a centro-direita pode ter a isenção necessária para lutar contra a morte do Estado Social e Democrático de Direito, por um lado, ou para exigir e apoiar as necessárias e dolorosas reformas, por outro.

Por isso, se uma autocracia ou um regime militar tradicional emergirem, não dá para colocar o PT como principal responsável.

O centro de gravidade da política nacional se deslocou à direita.

Se é assim, que os moderados desse lado assumam o seu necessário papel.

De preferência, de cara nova e muita disposição para a luta.

 

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