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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Centro-direita: presente e futuro

Os principais candidatos do primeiro turno da eleição presidencial brasileira eram todos abertamente anti-PT (Bolsonaro, Alckmin, Alvaro, Daciolo) ou ligados (no passado ou no presente) a Lula (Haddad, Ciro, Marina, Meirelles e Boulos).

Se só existem Lulas e anti-Lulas, em tese, estaríamos sendo levados a Bolsonaro pela onda anti-PT. Certo?

Não. Essa é uma análise incompleta e superficial. Não justifica a escolha de Bolsonaro ante os anti-PT mais moderados.

Eis aí a chave da explicação: o movimento de descrença nas lideranças de centro-direita. O PSDB, líder desse posicionamento ideológico há 25 anos, não fez a lição de casa. Pior: comprometeu-se com a banda podre de saída - se serve de consolo, muitos, muitos deles não se reelegeram.

O fundo do poço do PT já passou. A baixa votação nas municipais de 2016 parece superada, com a eleição da maior bancada da Câmara, de senador até no RS, da boa votação em Haddad e em nomes de uma nova geração. A rejeição a nomes do velho PT, como Suplicy, Pimentel e Dilma, mostra que o PT não se expiou, mas o eleitor expiou o PT.

Já para o PSDB (e mesmo para o MDB), o pior chegou neste 2018. Não apresentaram novos nomes. Não há movimentos populares que apoiem e ajudem a recuperar essas agremiações envelhecidas.

É terrível. Só a centro-direita poderia vencer o extremismo. Não só não venceu, como passou vergonha.

O primeiro turno já passou. Agora é Bolsonaro ou Haddad.

O que sobra à centro-direita? Tudo.

Só a centro-direita pode ter a isenção necessária para lutar contra a morte do Estado Social e Democrático de Direito, por um lado, ou para exigir e apoiar as necessárias e dolorosas reformas, por outro.

Por isso, se uma autocracia ou um regime militar tradicional emergirem, não dá para colocar o PT como principal responsável.

O centro de gravidade da política nacional se deslocou à direita.

Se é assim, que os moderados desse lado assumam o seu necessário papel.

De preferência, de cara nova e muita disposição para a luta.

 

Líderes renegam as flores da guerra e da ditadura

A Organização das Nações Unidas – e seu sistema – só foi possível porque arquitetada durante a guerra. EUA e URSS sentados à mesma mesa, encontrando mais afinidades do que diferenças? Só na guerra. Nasceu em 1945. Se deixasse para 1946, não seria universal.

 

A Constituição Federal de 1988 só foi possível porque arquitetada ainda sob um regime não plenamente democrático. As forças democráticas acharam mais consensos do que dissensos. Se tardasse mais, não teria estabelecido nosso Estado Social e Democrático de Direito.

 

Assim como a URSS começou a voltar a desconfiar dos EUA em 1945, os democratas voltaram a se enxergar diferentes em 1988. O PSDB se desmembrou do PMDB nesse ano. Lula e FHC, próximos na década de 1980, se afastariam depois.

 

Nesse contexto, é preocupante que um líder de superpotência vá à Assembleia Geral da ONU e a renegue, colocando a "soberania" acima dos benefícios do sistema ONU.

 

E é preocupante que as duas chapas líderes na pesquisa presidencial brasileira queiram rasgar ou atropelar nossa Carta, cada uma com seus objetivos, mas ambos evidentes.

 

Se essa ONU morrer, outra organização universal, só depois de outra guerra mundial...

 

Se nossa Carta Magna morrer, outra Constituição Cidadã, só depois de outra ditadura...

 

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