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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Esclarecimentos aos cegos amantes do Qualis

Nenhum país sério ranqueia periódicos. A Austrália ousou fazê-lo, e deu na mesma que no Brasil: classificações aleatórias, sem a mínima lógica, e tentativas de classificar pesquisadores por meio dos periódicos em que escolhiam publicar. A diferença é que, lá, houve protestos dos pesquisadores, e o sistema foi devidamente ao lixo.

 

http://www.chronicle.com/article/Journal-Ranking-System-Gets/127737

 

Mesmo quem defende o Qualis e suas classificações esdrúxulas* faz as necessárias ressalvas de que ele não é curinga de avaliação acadêmica, mas apenas um classificador de periódicos.

 

http://ojs.rbpg.capes.gov.br/index.php/rbpg/article/view/947

 

Será que foi suficiente, ou é preciso explicar problema por problema da sofrida vida do pesquisador que pensa fora da casinha?

 

*Só para os não iniciados terem noção, vai um de milhares de exemplos possíveis: o periódico Revista Virtual de Química, editado não por uma universidade, mas pela Sociedade Brasileira de Química, e supostamente especializado e relevante particularmente à Química, pertence à desprezada "quinta divisão", denominada B3, na área de Química, mas, ilogicamente, recebe classificações mais altas em outras áreas, estando até mesmo na prestigiosa "segunda divisão", a A2, na área de Arquitetura (dados da mais recente classificação, a de 2015)!

 

Esclarecimento aos "sensíveis"

A crítica feita na postagem anterior não é a nenhum acadêmico, não é a nenhum periódico.

 

É uma crítica ao sistema.

 

Um sistema que valoriza quantidade em detrimento da qualidade.

 

Que mede qualidade por réguas tortas – classificações de periódicos, nada mais que isso, e feitas a posteriori, regem classificações de pesquisadores a priori.

 

Que só tem ouvidos para quem segue a cartilha do paradigma vigente, não importando o quão envelhecido e esclerosado esteja.

 

Se cada pesquisador fizesse a sua parte para deixarmos de viver em um auto-Big-Brother de cobranças limitadoras, estaríamos bem além.

 

Vida longa àqueles que têm a coragem de desafiar a opressão e realmente contribuem para a ampliação do conhecimento da humanidade.

 

Décimo ano de blog

Este blog vai entrando no décimo ano de existência sem muita preocupação sobre seu conteúdo.

 

Na verdade, a tendência é voltar a fazer dele um meio de comunicação, já que não uso mais redes sociais privadas pagas pela quebra de privacidade.

 

Até mesmo a volta do uso de tais redes vem sendo cogitada, com o fim específico de fazer a comunicação que precisa chegar aos destinatários onde estão.

 

Mas só isso, e só porque há uma adesão em massa a tais serviços, controlados de forma obscura.

 

Textos despreocupados, infelizmente, serão destinados à publicação acadêmica, onde não deveriam estar.

 

Artigos em periódicos deveriam ser muito mais bem amadurecidos antes da submissão – e, para mim, sempre o foram.

 

Mas, no vale-tudo (tudo, mesmo!) da academia, abandonar a longa fase de reflexão foi a forma que encontrei para sobreviver, sujando-me o menos possível.

 

Portanto, não renegarei meus textos acadêmicos, mas reconheço e relembro, desde já, que a pressa e a pressão tendem a reduzir brutalmente a relevância.

 

Não só a relevância da minha produção, obviamente. Basta ler a maioria das revistas acadêmicas brasileiras – se é que mais alguém lê.

 

A inexpressividade do que se diz ali – conhecimento já consolidado no paradigma vigente, só que mais mal escrito – é predominante.

 

Feito o esclarecimento, tocaremos o barco.

 

Sobrevivamos a 2017.

 

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