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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

A direção errada, a direção certa

A eficiência das universidades públicas brasileiras, como já se disse aqui, é ridícula.

 

A PEC que limita gastos do governo pode até contribuir para induzir a uma busca por eficiência, mas, se não houver outras medidas – de sinergia, de desburocratização, de eliminação de atividades improdutivas –, a educação sairá, sim, perdendo.

 

Em universidades estaduais paulistas, os claros não vêm sendo ocupados há tempos. Isso não significou aumento de produtividade. A burocracia seguiu gigante, então, só houve piora das condições de trabalho.

 

Há a expectativa de ocorrer o mesmo nas federais. Afinal, o que se vê são prédios invadidos, aumento da perda de tempo em atividades não educacionais, normativas internas que criam barreiras que as leis e portarias do MEC não exigem, sinergia quase zero entre as universidades...

 

As universidades, que deveriam ser o motor a tirar o país da lama, não têm sido mais do que o mau exemplo.

 

P.S.: Recebi um alerta em relação ao post anterior: "Como é que você esqueceu do Guterres?" Não, não me esqueci! Faltou contexto! É outro socialista português a chegar longe: futuro secretário-geral da ONU.

 

O exemplo é português

Quando esteve em Brasília por nove meses em 2013 e 2014, o português Sampaio da Nóvoa, candidato independente de linha centro-esquerda à presidência do país em janeiro de 2016 e reitor da Universidade de Lisboa (UL) por dois mandatos, foi perguntado, na UnB, sobre o que fazia em casos de conflitos com estudantes quando dirigente universitário (nesse dia, a pouco metros dali, a reitoria da UnB encontrava-se invadida por um grupo não representativo de alunos).

 

Sua resposta foi algo como: "Em Portugal, não há conflitos como os que há aqui. Os interesses de alunos e professores é sabidamente o mesmo, a favor da universidade. Ao contrário do que está a ocorrer na UnB, lá, alunos e gestores estão juntos na luta contra o governo que decide o orçamento da universidade."

 

Hoje, António Costa, primeiro-ministro português, secretário-geral do Partido Socialista, ganha as páginas da Folha de S.Paulo em entrevista.

 

Declara o premiê, em resposta à aplicabilidade da PEC 241/16 em Portugal: "Ser de esquerda não quer dizer defender deficits." Há, ainda, outros trechos de demonstração clara de entendimento sobre o papel da esquerda na contemporaneidade.

 

A rigor, são só obviedades, mas que evidenciam que o Iluminismo da esquerda brasileira está longe de chegar.

 

O dia de hoje e a educação

Hoje, Michelzinho irá à escola. Terá suas aulas normalmente, aprenderá muitas coisas novas, enfim, receberá da escola o que dela se espera, em qualquer situação. Seus coleguinhas, também filhos de pais vip, também aprenderão.

 

Hoje, muitos alunos pobres, em todos os níveis de ensino, não irão à escola. Seus professores estão sendo pagos pelo Estado, com dinheiro de impostos, mas os edifícios foram invadidos e não há quaisquer atividades educacionais neles. Não haverá qualquer tipo de aprendizagem de saberes escolares, saberes do nosso tempo, saberes relevantes.

 

Diante dessa situação, eu realmente queria que algum desses sujeitos me explicasse onde viram a invasão e o bloqueio da educação nas escolas públicas como forma de luta em prol dos menos favorecidos.

 

Juro que só vejo o contrário. Sou só eu?

 

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