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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Greves na universidade com dias contados

Para exigir reajustes salariais, sindicalistas das universidades públicas nunca recorreram a outra ação que não fosse a greve.

 

Greve na universidade não causa incômodo nenhum ao governo, nem ao Legislativo.

 

Mesmo assim, os sindicatos nunca tiveram um movimento criativo de pressão efetiva.

 

Mas, agora, vão ter de pensar.

 

Primeiro, o STF decidiu liberar os governos para cortar ponto de servidores grevistas.

 

É o fim das férias remuneradas, como bem disse o falastrão Mendes, professor licenciado da UnB.

 

E há uma proposta de emenda constitucional que define educação como serviço essencial, cuja greve é quase proibida.

 

Correto. Se o discurso sindical é de que educação é fundamental e prioritária, como ousam recorrer à greve como ação de protesto?

 

É o fim da incoerência. A mesma incoerência em que alegam que Temer e sua PEC 241/16 podem sucatear a educação, mas se adiantam ao governo, paralisando as instituições!

 

Veremos as cenas dos próximos capítulos, mas, em essência, as notícias animam: pode ser o fim das greves que não levam a nada além de prejudicar o povo.

 

Twenties: o que todos, exceto eles, sabem

Generalizar um grupo de pessoas não é algo salutar. Mas há de se reconhecer que o espírito de grupo influencia as decisões individuais.

 

E, para sair disso, é preciso estar em um grupo menor, que pensa diferente, ou ser verdadeiramente independente, ou ser isolado.

 

Desde a adolescência, agi, essencialmente, como isolado, com independência nas raras vezes em que estava em grupo. E era de grupos fora do padrão.

 

Li esse artigo opinativo (link abaixo) e não tive como discordar: o pessoal que vem chegando à universidade hoje vem se comportando, em regra, desse jeito. Há exceções, entre os isolados e os independentes, mas que dificilmente salvarão o futuro.

 

Só a acrescer: é gente que usa a rede social justamente para evitar o sucesso profissional, para se boicotar, e não somente perdendo tempo, mas usando o respaldo de seu grupo de "amigos" para continuar fugindo do que é difícil, adiando projetos etc.

 

http://perfectimpulse.com/7-bad-habits-that-are-holding-millennials-back-from-success/

 

P.S.: Esse artigo foi republicado no UOL Economia por um millenial. Ele decidiu mudar o artigo por conta própria, talvez por se achar melhor que o autor. Nada de 7 maus hábitos. Cinco, e olhe lá!

 

http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2016/10/06/os-6-habitos-que-separam-a-geracao-y-do-sucesso.htm

 

Como se vê, só os millenials não conseguem se enxergar...

 

Esquerda segue patética

Amanda Gurgel, professora em Natal, ficou conhecida nacionalmente por protestar contra seu salário na tribuna da Assembleia Legislativa do RN e sua voz ganhar as redes sociais.

 

Foi eleita vereadora pelo PSTU para o quadriênio 2013-2016 com quase 33 mil votos, ou 8,59% dos votos, arrastando dois candidatos do PSOL com ela, na coligação entre os dois partidos.

 

Agora, PSTU e PSOL não coligaram.

 

Amanda foi o segundo nome mais votado da cidade, 8 mil votos, mas o PSTU, sozinho, não obteve quociente eleitoral.

 

O PSOL atingiu o quociente e elegeu um vereador.

 

Coligados PSOL e PSTU, a esquerda teria reeleito Amanda à Câmara sem perder a vaga do vereador do PSOL. Seriam dois, e não um eleito.

 

A esquerda é nanica porque não consegue dialogar nem consigo mesma.

 

E a carreira docente, quando reforma?

Tem colunista, até dos bons, falando por aí que a flexibilização do ensino Médio é boa, sem ressalvas.

 

Flexibilizar é bom, sim. Mas, ressalvemos: essa flexibilização aí, não.

 

Aluno podendo escolher com tamanha liberdade, podendo até desprezar todo um conjunto de saberes (como o científico), tem tudo para dar errado.

 

Uma flexibilização possível é aquela que já está no Enem: divide-se os saberes desse nível de ensino em quatro grandes áreas. Obriga-se o aluno a visitar todas elas, na proporção de, vá lá, 25% de Linguagens, 20% de Matemática, 15% de Ciências e 15% de Humanidades. Os outros 25% ficam livres para escolha.

 

Poucos cursos superiores no Brasil permitem tamanho grau de liberdade, da ordem de 1/4 da carga horária. Mais liberdade que isso, cresce o risco de piorar o que já vai mal.

 

Por fim, fala-se muito na reforma do percurso formativo do aluno, mas, mais uma vez, desprezam a trajetória do professor.

 

Sem valorização que faça atrair e fixar talentos à carreira docente, nenhuma reforma educacional no Brasil pode dar certo.

 

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