Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Até o Iraque anda melhor que o Brasil

https://au.finance.yahoo.com/news/worlds-four-worst-economies-180400004.html

 

Com uma perspectiva de queda do PIB menor que a brasileira, uma taxa de juros menor, uma inflação muito menor e um desemprego um pouco maior, a economia do Iraque, apesar de muito mal, vai melhor que o Brasil. E isso no meio da guerra e do terror.

 

Pior que nós, só Rússia e Venezuela.

 

E situação e oposição disputando o apoio a Cunha.

 

A gente vai chegar logo ao topo do ranking. Quem viver, verá.

 

Falsos milagres

Algumas pessoas sabem onde eu cursei a minha primeira graduação e me cobram um posicionamento sobre o que tem envolvido aquela instituição nesta última semana.

 

Não pretendo fazê-lo. Muitos já o fizeram com bastante propriedade, até sem conhecer os atores, como eu conheço. Por exemplo, Cláudia Collucci (aqui).

 

À exceção da palavra "tachado" escrita incorretamente, e de a autora atribuir o tamanho do imbróglio à "grife USP" e não ao desespero do paciente e ao peso da decisão irracional do STF, o problema está bem descrito ali.

 

Entrevista com Prof.ª Luciana Nobre (UFPI)

Finalmente, legendamos a entrevista que fiz com a Prof.ª Luciana Nobre de Abreu Ferreira, da UFPI, em julho de 2010. A entrevista preserva a sua pertinência.

 

As legendas foram feitas pela bolsista de extensão da UnB Amanda Cindy da Silva, e revisadas, temporizadas e postadas por mim.

 

Estão no YouTube os vídeos: Parte 1 e Parte 2.

 

PARTE 1

Olá, alunos do Sistema Universidade Aberta do Brasil. Eu sou Daniel Perdigão e, hoje, vou conversar aqui em Teresina com a professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a professora Luciana Nobre. Nós vamos falar um pouquinho sobre textos de divulgação científica.

 

Daniel Perdigão: Professora, o que é um texto de divulgação científica?

 

Luciana Nobre: O texto de divulgação científica é um texto que fala de ciência, que pega a base, digamos, assim, o ensino básico; ele traz assuntos científicos que são feitos para um público não especializado, um público que não é necessariamente de cientistas, o público em geral. Geralmente, o texto de divulgação científica vem até nas bancas de revistas e jornais. Existem revistas específicas de divulgação científica, livros... Livros que trazem o assunto de ciência, mas que também são direcionados a esse público que não é cientista, não especializado, que têm essa função de divulgar a ciência e trazer a ciência mais próxima do cidadão.

 

DP: Existem alguns artigos que, às vezes, os alunos podem achar que é um artigo de divulgação científica, mas não é. Esses artigos, quais as características que eles têm, que mostram que não é um artigo de divulgação científica?

 

LN: Por exemplo: há muita confusão com artigos científicos de educação. Por exemplo, os artigos da revista Química Nova na Escola, que, por terem uma linguagem acessível, muitas pessoas confundem este tipo de artigo com texto de divulgação, que não é o caso. Por exemplo, no caso da revista Química Nova na Escola, ela é feita para professores que desejam usar certos assuntos científicos, mas, segundo certas normas, certas diretrizes, certos trabalhos colocados nesse artigo. O texto de divulgação científica não tem um público específico, ele não é direcionado a um público específico, e sim ao público em geral. O acesso é mais livre, é mais fácil, do que em uma revista como essa, por exemplo. Então, talvez a grande diferenciação que se vê nesses artigos seja exatamente o acesso, a forma de conseguir disponibilizar esse material.

 

DP: Os textos de divulgação científica podem ser usados na escola?

 

LN: Eles devem. Eu defendo pessoalmente que sim. 

 

DP: E como isso se faria?

 

LN: Existem várias formas de utilizar o texto de divulgação científica. O que a gente defende sempre é que isso deva ser direcionado e estar dentro dos objetivos didático-pedagógicos do professor. Então, o professor, ele é quem deve saber o momento certo, mais adequado, de usar o texto de divulgação. Mas, pelos resultados de trabalhos que são colocados, existem várias formas, aliadas a diferentes estratégias, como leitura e discussão, leitura e formulação de perguntas... Há quem crie debates, usando certos textos de divulgação para tratar de assuntos polêmicos... Usa-se esses textos para gerar debates, discussão em sala de aula, enfim... Ele pode ser usado no início de um assunto, ou como uma revisão, ou para finalizar... Muitas vezes é usada só uma foto... Enfim, as possibilidades de uso são variadas, depende do professor e do que ele quer fazer.

 

DP: Perfeito. E quais são as características da linguagem que é usada num texto de divulgação científica?

 

LN: Como o texto de divulgação é um texto que, de certa forma, precisa ser compreensível para qualquer leitor, digamos assim, o leitor não especializado, o texto de divulgação tem uma linguagem mais simples, uma linguagem simplificada, uma linguagem acessível, exatamente para proporcionar essa compreensão por parte do leitor. Ele é um texto visualmente atrativo, então traz figuras, traz cores fortes, tem um tom de alerta quando é um caso polêmico, um tom de chamar a atenção. Muitas vezes, alguns textos de divulgação científica são mercadorias à venda, lógico, então eles têm aquele intuito de chamar a atenção do leitor, de provocar o leitor e, por isso, eles são textos que têm uma linguagem diferenciada, mesmo, mais acessível para o leitor.

 

DP: E qualquer professor pode usar em sala de aula?

 

LN: Obviamente, existem textos e textos. Há criticas em relação ao texto de divulgação por conta dessa linguagem simples e por conta dessa espetacularização que gira em torno da divulgação cientifica. Então, há criticas em relação a esse tipo de texto por conta de erros conceituais, de pouco aprofundamento em certos assuntos. O que se recomenda: o texto é perfeitamente recomendado para se usar em sala de aula, mas o professor precisa fazer uma leitura prévia e crítica desse material. E o texto pode ser adaptado, pode ser recortado, enfim, o professor tem que fazer a modificação necessária para que os benefícios que vêm com o uso desse texto nunca decorram em prejuízo para o aluno, principalmente conceitualmente.

 

DP: Existem pesquisas universitárias sobre o uso de textos de divulgação científica em sala de aula. É muita pesquisa que se faz nessa área? 

 

LN: Vem crescendo gradativamente. No campo de ensino de ciências, na área de educação em ciências, tem havido uma considerável evolução em pesquisas nessa área. Mas, falando de Química, ainda em relação, por exemplo, às áreas de Física e às áreas de Ciências para o Ensino Fundamental, ainda é muito pouco. Por exemplo, nós escrevemos um trabalho no final do ano passado que fazia exatamente a revisão no contexto brasileiro das pesquisas nessa área. Essa revisão foi feita em vários periódicos científicos da área e nos principais eventos, Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Encontros Nacionais específicos das áreas de Física, Química e Biologia; e o que nós verificamos é que a Física é a área que mais produz textos científicos e, em segundo lugar, as áreas de Ciências para o Ensino Fundamental. E a Química só tem 10% dessa produção. Ainda pouco, mas assim, há um crescimento considerável.

 

DP: E quais seriam algumas das conclusões dessas pesquisas?

 

LN: Essas pesquisas, inicialmente, nós verificamos, nós categorizamos, na verdade... A maior parte delas faz análise dos textos propriamente ditos. Em menor medida, há aquelas pesquisas que, de fato, avaliam o uso de textos em sala de aula. São inúmeros os benefícios que são listados nestes resultados. Que o uso de texto fomenta o hábito de leitura dos alunos, que ele promove compreensão sobre a natureza da ciência e sobre aspectos místicos da prática científica, que geralmente não ocorrem com o uso do livro didático, por exemplo. Faz com que o aluno possa localizar o conteúdo que é tratado no livro didático em um contexto mais abrangente, mais contextualizado, faz com que se promova a interdisciplinaridade, uma vez que, no texto de divulgação, há uma inter-relação entre várias áreas, faz com que os alunos dominem elementos de terminologia científica, enfim, uma série de aspectos positivos. No entanto, condicionados à leitura e à capacitação prévia do professor para usá-los em sala de aula. Leitura crítica, sempre.

 

PARTE 2

Olá, voltamos a conversar com a professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), professora Luciana Nobre.

 

Daniel Perdigão: Professora, onde os professores podem encontrar Textos de Divulgação Científica (TDC) que sejam mais confiáveis, fontes confiáveis?

 

Luciana Nobre: Esse ponto da confiabilidade do texto de divulgação... Existem revistas que têm mais respaldo perante a comunidade científica do que outras. Um exemplo delas seria a revista Ciência Hoje, que é uma publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, existe a Revista ComCiência, que é da Universidade Estadual de Campinas, enfim, tem algumas revistas de divulgação cientifica que têm um respaldo maior, têm uma confiabilidade maior por estarem vinculadas, por serem produções da própria Universidade, e isso já garante, de certa forma, essa credibilidade. No entanto, o professor pode encontrar textos de divulgação confiáveis em vários veículos. A própria Revista Superinteressante, da Editora Abril, a Revista Galileu, da Editora Globo, enfim, tem uma série de revistas que são consideradas boas revistas. No entanto, mais uma vez, eu vou ser redundante em relação a esse aspecto, é a questão do professor, porque mesmo com uma revista de respaldo como a Ciência Hoje ou a Revista ComCiência, o professor precisa fazer essa leitura crítica. E também se incluem com os textos de divulgação os livros. Existem vários exemplos de livros que são considerados materiais de divulgação científica. Cabe ao professor, também, fazer essa leitura. O texto de divulgação é confiável? Existem, são muitos. Só que nenhum escapa da leitura prévia do professor.

 

DP: Então o mesmo tipo de análise que o professor faz sobre o livro didático, por exemplo, ele poderia aplicar mais ou menos a mesma metodologia para selecionar um bom texto de divulgação científica?

 

LN: Sim, sempre. Sempre tem que pensar, no que quer que seja para colocar em sala de aula. O texto de divulgação não pode ser diferente.

 

DP: Essa analogia é interessante: às vezes, o professor pode querer escrever o próprio material. O professor pode querer escrever o próprio texto de divulgação científica?

 

LN: Nada impede, nada impede. Há trabalhos que tratam do que se chama reelaboração discursiva. Existem professores que pegam textos científicos, textos que foram feitos para especialistas, para cientistas, para pares, e tentam passar esse material para os alunos. Mesmo que eles não reescrevam esse texto, mesmo só falando para os alunos, ele já está fazendo essa reelaboração. Nada impede que o professor faça um texto, escreva um texto de divulgação científica. Até mesmo, acredito que vá ficar mais adequado ainda, porque ele vai reescrever tentando fazer ficar mais compreensível ainda para os seus alunos, fazendo da melhor forma possível para tornar a sua aula ainda mais atraente.

 

DP: Há alguma desvantagem em um professor pegar e escrever o próprio texto de divulgação científica?

 

LN: Olha, a princípio, eu acredito, isso é uma opinião bem pessoal minha, acredito que há as mesmas desvantagens, existem as mesmas desvantagens que existem, por exemplo, para os jornalistas científicos e para os divulgadores. No entanto, o professor, de certa forma, não tem, digamos, esse preparo que o divulgador, que o jornalista científico tem. E a revista de divulgação científica passa por avaliação, também, ela passa por um parecer. Então, de certa forma, o professor que desejar escrever um texto de divulgação científica e levar para a sala de aula não vai ter esse processo de avaliação, esse rigor, que o texto de divulgação oficial feito por jornalistas científicos, ou por divulgadores da Ciência, tem.

 

DP: Eu gostaria, professora, que você se apresentasse, porque você tem, já, uma produção, já tem uma carreira acadêmica toda voltada para pesquisa em textos de divulgação científica. Eu queria que você falasse um pouquinho mais dessa sua trajetória pessoal na área dos textos de divulgação científica.

 

LN: O meu contato com textos de divulgação científica foi no mestrado. Eu fiz mestrado no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo sob a orientação da Professora Doutora Salete Queiroz. Nós iniciamos esse trabalho para cursos de bacharelado em Química, ou seja, levando textos de divulgação para o Ensino Superior de Química. Nós usamos um livro de divulgação científica e não um artigo, não um texto de revista. Foi o livro Tio Tungstênio: memórias de uma infância química. Nós trabalhamos esse texto em uma disciplina de Fundamentos de Química Estrutural, uma disciplina que é dada no primeiro semestre do curso de bacharelado, ela é dada para ingressantes. Lá nós trabalhamos dois capítulos em horário extraclasse, apoiadas, não na nossa experiência, que não existia ainda, nem da orientadora, nem minha, mas no respaldo que há na literatura sobre esse tipo de material. E aí nós aplicamos. Foi uma experiência que teve bons resultados, nós verificamos vários benefícios. Eu linquei aqui quando falei com relação ao uso de textos de divulgação, que foi o trabalho que deu origem à minha dissertação de mestrado. No doutorado, eu resolvi dar continuidade a esse trabalho de textos de divulgação para o ensino de Química. Só que, por meio das leituras que fui fazendo para poder escrever a dissertação e executar o trabalho do mestrado, eu fui percebendo que os textos de divulgação, eu acredito, que eles ainda estejam mais adequados para o Ensino Médio. E também, vendo na literatura o pouco conhecimento dos professores em relação ao uso desse tipo de material, nós tentamos, de certa forma, tratar do uso de textos de divulgação tanto no Ensino Médio, como na formação de professores, na formação inicial de professores de Química. O nosso projeto de doutorado teve esse objetivo: trabalhar o uso de textos com licenciandos em Química em disciplinas de prática de ensino. Levar esse material, dizer o que é, fazer com que eles conhecessem. E, nas regências deles, porque essa disciplina inclui as práticas de regência na escola, eles levariam textos de divulgação para a escola e trabalhariam. E, através dos seus relatos, no relatório de regência, nós verificaríamos quais são as suas reflexões, as dificuldades, os obstáculos que enfrentaram na hora de usar esse material, ao selecionar, enfim, todos os aspectos ligados à preparação e ao uso de texto de divulgação em sala de aula. Como passo inicial desse projeto, foi a seleção de artigos da Revista Ciência Hoje relacionados à Química no período de cinco anos. A princípio, nessa seleção, nós avaliamos principalmente as características discursivas desses textos com o intuito de, de certa forma, aproximar os resultados de pesquisa do professor e produzir um material que o professor pudesse ter acesso. Então, esse resultado de análise, nós queremos deixá-lo de fácil acesso, para que o professor possa usá-lo para poder se guiar na hora de revisar um texto de divulgação científica.

 

DP: E você tem uma produção, em termos de artigos, que também os próprios professores podem consultar para conhecer um pouco mais sobre esse trabalho sobre textos de divulgação científica?

 

LN: A nossa produção é principalmente em resumos e em trabalhos completos de eventos. Tem dois trabalhos completos nos Encontros Nacionais de Pesquisa em Educação em Ciências, os dois últimos, que estão disponíveis na web. Tem, também, resumos de eventos, em vários eventos da área. E também tem essa revisão no contexto brasileiro, que nós fizemos, está em avaliação na Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias… Temos trabalhos, também, submetidos para a revista Ciência & Educação, à Revista Química Nova, todas em processo de avaliação. A parte já publicada está em material publicado em eventos.

 

DP: Perfeito. Eu gostaria de agradecer a entrevista com a professora Luciana Nobre e nós ficamos por aqui. Muito obrigado pela audiência.

 

LN: Eu que agradeço.

 

Rainha nua

Quem tem um mínimo de criticidade sabe que o que é constitucional num país cuja constituição se fez de forma democrática não merece o rótulo de golpe. O impeachment é previsto na Carta Magna. Golpe é rasgá-la.

 

E se houver impeachment? Quem assume? O vice.

 

E quem determinou o vice? Diferentemente de 60 anos atrás, em que a vice-presidência do Brasil era um segundo cargo eletivo, de escolha independente da eleição da presidência, e em que poderia haver presidente e vice de grupos políticos diametralmente opostos, hoje, a chapa é integrada. Elege-se o vice-presidente indicado pela chapa que ganha a presidência.

 

Tudo isso para lembrar que Michel Temer não foi escolha do povo. Foi escolha do PT. Se ele assumir, o que há é a continuidade da gestão da chapa eleita. É a continuidade da chapa que o PT indicou. Mesmo que esta seja derivada de uma aliança interesseira.

 

Assim, o que deve ocorrer com a reforma ministerial é o "impeachment branco": vão-se os anéis, as pulseiras e até a roupa do corpo de Dilma. Tudo para a agremiação política do vice-presidente. Exatamente como no impeachment, só que sem câmbio formal na Presidência.

 

Se a rainha está nua, não seria melhor negócio a renúncia? Não seria essa a única oportunidade de salvar o PT para o futuro? Deixar claro que o caos, de hoje em diante, tem rótulo do PMDB, não do PT?

 

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

subscrever feeds