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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Conexão intolerância-ignorância

Segue texto que cita casos que ligam a intolerância à ignorância. Conexão que parece tão óbvia, implícita, mas que precisa ser provada, para não parecer preconceito.

 

O texto que segue, se não prova nada, afasta a hipótese de preconceito. E faz pensar no péssimo rumo que estamos dando à nossa Educação, de modo amplo: além da escola, formação de jovens, cultura, ética, educação fora da escola...

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/michellaub/2015/06/1637961-desastre-literal.shtml

 

À moda de Brasília

Há cerca de um ano, usei este espaço para destacar uma qualidade da Universidade Federal do Tocantins: sua alma mater jovem, o que torna a universidade dinâmica, moderna, valoriza seus quadros e faz todos crescerem.

 

Pena que não seja assim em todas as nossas universidades públicas, enfim, em toda a administração pública.

 

Desde ontem, posso ser presidente da República. Nossa Constituição Federal reconhece isso: 35 anos é uma idade suficiente.

 

Isso significa que posso ocupar quaisquer cargos inferiores na Administração, certo?

 

Não, não é bem assim. Pelo menos em autarquias que não valorizam seus quadros.

 

Há órgãos que não dão a ninguém com menos de três anos de serviço nesse mesmo órgão um voto de confiança para ocupar um cargo recusado por todos.

 

Sim, é o que você leu: ainda que nenhum servidor com estabilidade deseje ocupar certa função gratificada, a autarquia admite que um servidor em estágio probatório a assuma. O cargo que fique vago.

 

Posso ser Presidente da República, meu país diz que eu posso me candidatar, mas não posso me candidatar a coordenador de extensão do meu departamento enquanto não tiver 3 anos na mesma instituição, ainda que eu tenha muito mais do que isso no funcionalismo federal.

 

Para ficar claro, um caso mais extremo: um professor livre-docente, se ingressasse como professor titular depois de 40 anos trabalhando em outra universidade federal, mesmo com imbatível experiência em gestão, também não poderia ocupar tal vaga, mesmo sendo ela infinitamente menor que sua experiência.

 

Notou? O sujeito aceita, ou mesmo quer, trabalhar num cargo cuja remuneração ou prestígio não são reconhecidos pelos velhos servidores, mas é barrado pela Administração.

 

Vou repetir pela última vez: o servidor quer trabalhar, mas o órgão proíbe!

 

Isso é que é valorização dos quadros.

 

À moda de Brasília.

 

Aula de corrupção na Folha de S.Paulo

A notícia é essa aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/221731-inss-corta-auxilio-por-depressao-a-mulher-que-pos-foto-feliz-na-web.shtml.

 

Nesse ímpeto do "novo jornalismo", recentemente enfiado no Jornal Nacional da Globo, por exemplo, falar qualquer absurdo é possível, desde que pareça atraente aos olhos do consumidor da notícia e mesmo que esvazie completamente o objetivo do jornalismo, de informar e formar.

 

A Folha de S.Paulo se superou, copiando e colando uma notícia de outro jornal do grupo, mais irreverente, menos preocupado com o conteúdo e quase somente com a forma: dá aula de corrupção.

 

Segundo a Folha, "Os segurados que recebem benefícios temporários do INSS devem ficar atentos ao que publicam nas redes sociais." Ah, é? Por quê? "Uma segurada que recebia auxílio-doença por depressão grave perdeu o benefício após colocar fotos de passeios no Facebook."

 

E eu aqui, pensando que um segurado do INSS deveria ficar atento a fazer valer seus direitos, a cumprir seus deveres, mas, não! Ele precisa estar atento a não deixar escapar que fraudou o sistema!

 

Que perspectiva tem um país cujo principal jornal incentiva a corrupção?

 

Pátria deseducadora

Há uma proposta tramitando no MEC visando a aumentar ainda mais a carga horária da formação dos professores.

 

O problema é que o Brasil não é Cingapura, nem Finlândia.

 

Se se paga tão mal, quem é que estará disposto a fazer um curso que leva o mínimo de 8-9 semestres, daí para mais?

 

E que profissional de outra área vai querer fazer 4-5 semestres de formação complementar para atuar na docência?

 

Vamos continuar fechando os olhos para os professores que não têm formação na área, mas são bons, e para aqueles que enfrentaram a altíssima carga horária, mas não aprenderam nada.

 

Lembrei-me de um texto muito interessante do Hélio Schwartsman, que faz pensar sobre a melhor maneira de aumentar a qualidade do professor brasileiro.

 

E não tem outra saída: PAGUEM MAIS E VALORIZEM! Economizem todo esse dinheiro indo ao ralo em cursos de baixa qualidade para, em média, os piores universitários.

 

Invistam na carreira, na escola. Deem condições de trabalho, segurança, uma escola decente. Os melhores quererão a docência e pronto: a educação vai à frente.

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/1238224-o-valor-do-diploma.shtml

 

O resto é slogan de governo fraco e corrupto.

 

 

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