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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Está gostando de Brasília?

Frequentemente, pessoas têm me feito essa pergunta, naturalmente.

Sempre tive uma admiração por aquilo que Brasília deveria representar para o Brasil. Uma capital para interiorizar o país. Uma arquitetura e um projeto urbano únicos.

Já escrevi um texto sobre Brasília, que acabou publicado em diversos lugares na internet. Colaborei com a edição especial da revista Veja, dos 50 anos da cidade. Isso tudo muito antes de me imaginar morando aqui.

Eu gosto demais dessa Brasília.

Mas a realidade é bem outra.

Em grande parte, porque Brasília também sofre do mal de toda grande cidade brasileira.

Digo isso como paulistano, que gosta da São Paulo do lazer, da cultura, do Corinthians, enfim, da São Paulo de fim de semana, preferencialmente prolongado... São Paulo é fantástica sem o paulistano.

Da mesma forma que odeio a São Paulo do dia a dia, também tenho ojeriza à Brasília de todo dia. Brasília é maravilhosa sem o brasiliense.

Um trânsito infernal, um desrespeito constante pelo alheio, uma criminalidade absurda... Não, não me acostumo.

Quem sempre viveu em cidade grande brasileira, em geral, não tem consciência do sofrimento. Do mau trato. Da perda de tempo. Do perigo. Do desrespeito e do egoísmo, tanto do poder quanto do povo. Sim, do seu próprio egoísmo.

Já passou da hora de largarmos esse ufanismo irracional e reconhecermos a pobreza ética do brasileiro, de consequência elevada à mais alta potência quanto maior a cidade, especialmente quanto à qualidade de vida.

O que me segura aqui, hoje? Uma mulher maravilhosa e excelentes colegas de trabalho.

O resto é de matar. De uma vez ou aos poucos.

 

Protestos na Copa

É preciso se preparar, porque os protestos têm tudo para ser massivos e radicais.

 

Fatores simples podem aumentar ou diminuir a disposição para o confronto.

 

A violência policial arbitrária em São Paulo foi um dos principais combustíveis dos protestos de 2013.

 

A polícia é a mesma, logo, muita gente, mesmo sem ver interesse direto na causa, tende a engrossar a multidão ao ver as primeiras imagens de covardia de certos fardados.

 

Por outro lado, conta a lenda que um militar americano de alta patente acabou com os protestos em uma cidade iraquiana proibindo a venda de comida na praça de encontro dos manifestantes.

 

Tendo que sair para comer, nunca havia gente suficiente para a manifestação irromper.

 

E aqui?

 

Decreta-se feriado.

 

"Eu não tô fazendo nada, você também..."

 

Faz mal ir protestar por terem gasto meus vinténs?

 

Ainda sobre a federalização

É sempre bom receber o retorno de quem segue o blog. Amplia-se o debate. Vamos às questões levantadas.

 

1) A federalização proposta pelo grupo político é diferente dessa que está aí, e é diferente da getulista; logo, não dá para comparar. Ok, nós tivemos 2003 inteiro para ver o que é a concepção desse grupo, que liderou o MEC no período. E o que se viu foi muito feio. O mais grave, possivelmente, tenha sido o ímpeto com que se destruiu o Exame Nacional de Cursos (ENC), o popular Provão da educação superior. É óbvio que o modelo do goversno PSDB era fraco, ao não considerar uma série de variáveis, mas o que se colocou no lugar é muito pior. Enade: demorou 10 anos para tomarem alguma iniciativa contra as manipulações promovidas por muitas universidades particulares, que retinham alunos fracos e aceleravam a formação dos bons em anos de prova, visando à melhora da nota. O ENC era universal e anual; o Enade é trienal e por amostragem. Pior: caso a nota não agrade, o curso pode contar com uma visita do MEC. Trata-se de uma avaliação frágil e de resultados questionáveis, para dizer o mínimo. Dois professores visitam o curso e lhe dão um conceito de 1 a 5, como média de vários indicadores. São vários os problemas: subjetividade na avaliação; falta de parâmetros quantitativos; avaliadores distintos com rigores distintos, impedindo a comparação relativa dos cursos; dois professores são número par e, em caso de divergência, não há desempate, prevalecendo, em geral, a nota otimista. A avaliação in loco sobe o conceito obtido no Enade na imensa maioria dos cursos, um viés que só comprova o que estou querendo mostrar. Possivelmente, volto ao tema de avaliação em outra postagem. O que fica é o equívoco da gestão MEC em 2003, que se faz sentir até hoje.

 

2) Está provado por diversos estudos que a estrutura da escola conta na educação; logo, as megaescolas são positivas. Sim, há uma correlação positiva medida comparando-se escolas que nem banheiro têm com outras dotadas de bibliotecas suficientes e salas de aula funcionais. Por outro lado, não há estudo que mostre que a diferença está em ter uma escola com piscina, teatro e recursos ultratecnológicos. Neste caso, melhor dotar todas as escolas com o mínimo de estrutura do que pretender que algumas tenham luxos que nada têm a ver com educação. Houvesse dinheiro sobrando para termos apenas Cieps, CEUs e outras siglas demagógicas, eu as defenderia.

 

3) Brasileiro não está nem aí para a educação, como se viu na eleição presidencial de 2006, quando o candidato "da educação" obteve pouco mais de 2% dos votos totais. Essa está autorrespondida! Quem teve 2% foi o candidato, não a educação. Essa questão está diretamente ligada àquela respondida no item 1: o político que lidera essa demagogia de "federalização" é aquele que foi mandado embora do MEC um ano depois de assumir, por telefone, em um ato de escrita certa em linhas tortas. É o sujeito que, quando ocupa cargo no Executivo, não se reelege, porque tem dificuldade para administrar. Resumir uma solução para a Educação em uma palavra, como esse embuste de "federalização", é mostra de que o sujeito não sabe qual é o problema da educação, na melhor hipótese, ou de quem entra na toada demagógica da velha política, o que é mais grave. Portanto, o povo não disse "não" à educação. O povo disse "não" a político que não tem proposta séria, factível, solução de verdade, no que apoiei nesse caso e sigo apoiando, em qualquer caso de oportunismo político.

 

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