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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Férias

Este blog está saindo de férias.

 

Mas volta no início de janeiro.

 

E acha excelente ter férias nesta época do ano, bem diferentemente do que ocorreu de 2003 até 2008...

 

Fica o desejo de boas festas e de um ótimo 2011 para todos os nossos leitores e seguidores.

 

Governo do PSDB com secretário do PT

A política do Tocantins vale um estudo de caso. Desde a luta política pela criação do Estado até hoje, há fatos sui generis.

 

Eis que a figura central da política do Estado, Siqueira Campos, com mais de 80 anos e prestes a assumir pela quarta vez o governo do Estado (que só tem 22 anos, diga-se), atualmente filiado ao PSDB, surpreende novamente.

 

Chamou para chefiar a Secretaria Estadual de Educação, a Seduc, Danilo Melo, secretário municipal de Educação da capital, Palmas.

 

Sim, nada de mais, não fosse o fato de prefeito e secretário serem filiados ao PT. Opositores políticos de Siqueira.

 

Mas a indicação de que isso poderia ocorrer surgiu já na campanha, quando Siqueira aparecia defendendo a "escola de tempo integral", a mesma da rede municipal de Palmas, ideia cuja execução Siqueira lembrava ser conduzida por Raul Filho, o prefeito, e completava dizendo que boas ideias ele aproveitaria, independentemente de serem ideias de adversários.

 

Mas Siqueira foi mais longe: chamou o próprio responsável pela implantação para conduzir o projeto em âmbito estadual.

 

Há quem diga que foi uma forma de facilitar o trânsito junto ao governo federal. Outros dizem que foi uma forma de sobrevivência política, já que a eleição foi muito questionada pelo que ocorreu na reta final da campanha. Também circula a ideia de genialidade política e amadurecimento, ao chamar quadros competentes independentemente de partidarismo.

 

Mas é fato que, dos quatro candidatos a senador na última eleição, nenhum, mesmo os da chapa siqueirista, era serrista. Todos eram por Dilma e Lula. Sem falar nos votos petistas na Assembleia estadual, que poderão vir a ser necessários, uma vez que a "oposição" está com mais cadeiras. Difícil, portanto, deixar de conceder ao menos uma pasta a essa oposição.

 

Por tudo isso, entregar a Educação ao PT foi escolha quase óbvia.

 

Qual a política de educação superior de Dilma?

Agora que passamos um tanto do período eleitoral, as paixões estão menos exacerbadas, vale a pena discutir como o ensino superior foi tratado na campanha eleitoral presidencial: marginalmente.

 

Dilma falou muito do ensino básico, insistiu em valorizar os programas de formação de professores, especialmente os de formação continuada (aqueles que formam os professores que já têm diploma superior e já atuam como docentes). Defendeu a expansão do ensino técnico e tecnológico federal promovida por Lula especialmente nos últimos três anos. Mas não disse qual será o rumo dos institutos e universidades federais daqui para a frente. Em especial, o que será do Reuni?

 

José Serra tinha um discurso monotemático sobre a educação: escolas técnicas. Quanto às universidades, nenhuma palavra na campanha. Fica claro que Serra é partidário da corrente que acha que o Reuni, ao espalhar os recursos e forçar um aumento da produtividade na graduação, prejudicou a pesquisa e a pós-graduação de forma indiscriminada. Não creio que seja preconceito, como muitos dizem, de que não se deve ter vaga universitária para todos, e que o pobre deve se contentar com o ensino técnico. Mas foi a imagem que passou, e que foi ridicularizada em vídeos espalhados pelo YouTube.

 

É importante que saibamos o que será do Reuni daqui para a frente, porque esse programa do governo Lula levou as universidades a fazer uma opção entre ficar tudo como estava ou aceitar receber 20% a mais de recursos e 50% a mais de alunos de graduação. Muitas são as consequências do Reuni: mais universitários na rede federal, o que é muito bom como política de redistribuição de renda e riqueza, mas, infelizmente, professores que produzem menos, especialmente em estados periféricos, como o Tocantins, em que não há muitos programas de pós-graduação e, portanto, são os próprios professores que têm de pôr a mão na massa para pesquisar, e não os pós-graduandos. Serra estava certo: sem tempo, como escrever e publicar pesquisas acadêmicas? Por outro lado, será que a pesquisa deve ser a prioridade em todas as instituições ou só em algumas?

 

Seja com Reuni ou com outro tipo de programa, Dilma precisa de uma política clara para a educação superior em geral, e não somente para a formação de professores, que, no fim das contas, recai sobre o ensino básico. Ela já declarou que são prioridades a saúde e a segurança pública. Ainda ficamos a saber o que será da educação superior, que, infelizmente e apesar do Reuni, ainda atinge uma proporção da população muito baixa em relação ao observado em outros países, até mesmo em vizinhos como Chile, Argentina e Uruguai.

 

Minha aposta é a de que vêm por aí tempos mais semelhantes aos de FHC do que aos de Lula: restrição de verbas, aumentos salariais controlados, freio na expansão de cursos e vagas. Para a educação superior, pelo menos, posso dizer: infelizmente.

 

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