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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Cidadania para o bem do Brasil

O conceito de cidadania é abstrato, embora perfeitamente exemplificável e de fácil compreensão. Mas não é o que parece. Hoje, parte da população não sabe sequer o que é moral. Exigir-se-á destes indivíduos que sejam cidadãos?

 

Ser um cidadão significa respeitar o lugar onde se mora, todas as pessoas com quem se convive e seus direitos, respeitar as leis, amar a pátria, pagar os impostos e exigir do governo saúde, educação, saneamento básico e outros serviços essenciais, participar da política para o benefício da comunidade, além de cumprir com outros deveres e usufruir de outros direitos.

 

Parece fácil, não? Seria fácil se não imperasse no Brasil a lei de Gérson, segundo a qual deve-se levar vantagem em tudo. Para a sua obediência, pequenas e grandes transgressões são cometidas diariamente.

 

Recentemente, vimos o escândalo dos títulos públicos em São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Alagoas. Será cidadania a sangria dos cofres do Estado falido? Também o abuso da Polícia Militar, gravada em Diadema e no Rio. É a população pagando pela insegurança.

 

Esses foram abusos de grande repercussão. Os pequenos abusos também ocorrem, até em maior número, mas sem mobilização nacional para sua repressão. Alguns exemplos: jogar lixo nas ruas, utilizar o acostamento das estradas congestionadas como faixa de circulação, fazer ligações clandestinas de água e energia elétrica, desrespeitar leis como a do Silêncio, "privatizar" espaços públicos e outros.

 

Mas por que a cidadania é tão transgredida no Brasil? Porque somos um país do Terceiro Mundo, onde a máquina da burocracia rende mais com um óleo chamado propina e onde a melhor forma de se ganhar dinheiro é a corrupção. Tudo isto com um selo de garantia único no mundo: a impunidade.

 

Precisamos acabar com isso já, ou o Brasil sequer será o país do futuro. Com o fim da impunidade, teremos a cidadania, mesmo que por decreto. Com a cidadania, maiores perspectivas de justiça social, mais patriotismo, o Estado mais forte (mas com democracia). Com justiça social, o desenvolvimento econômico. Ou seja, a cidadania é a melhor resposta para os problemas do Brasil.

 

Publicado com alterações em O Estado de S.Paulo de 12 de junho de 1997. Republicado aqui, hoje, como forma de desabafo.

 

A população está ficando tão perigosamente ignorante, assim?

Lendo reportagem da região, extraída do portal iG, sobre a situação de uma fazenda do ex-dono da Vasp, Wagner Canhedo, eu me deparo com a seguinte afirmação: "As terras são entrecortadas por quatro rios, incluindo o Araguaia, que empresta nome à novela da Globo."

 

Fazenda de R$ 615 milhões vai a leilão para pagar dívida da Vasp

 

Deixa ver se eu entendi: a referência do rio Araguaia, um dos maiores e mais importantes rios do Brasil, é o fato de "emprestar seu nome à Globo"? Nada de referência geográfica, números ou coisa que o valha. A identificação é pela novela da Globo!

 

Não consigo sequer comentar!

 

0-TempBLOG.jpg

Araguaia, o riozinho da Globo, em Araguatins (TO), próximo à foz.

Divulgação científica e cultural precisa chamar a atenção

Não importa muito o que se quer divulgar em ciência e cultura. O que parece ser regra é chamar a atenção, seja qual for a mensagem ou o meio a utilizar.

 

Tenho, aqui, dois atalhos interessantes de vídeos produzidos pela Comissão Europeia, um para divulgar o fomento à pesquisa e outro com mensagem de sustentabilidade.

 

http://www.youtube.com/watch?v=wBCmt_pJTRA

http://www.youtube.com/watch?v=znJC_XnGvx0

 

Por meio desses links é possível clicar em tantos outros, igualmente interessantes. A única coisa que têm em comum é o fato de serem inusitados ou divertidos ou inteligentes. É o jeito de fazer a mensagem se propagar.

 

Agora existem até estudos científicos que corroboram esta conclusão empírica da divulgação científica.

 

Preguiçosos se saem melhor em atividades divertidas

 

Vale a pena ler.

 

A mercantilização da USP parece não ter limites

Eis que, mesmo depois das críticas pesadas nos últimos anos, que chegaram a derrubar Timothy Mulholland da reitoria da UnB justamente pelo uso indevido das fundações de apoio às universidades públicas, tendo ocorrido o mesmo com Ulysses Fagundes Neto na Unifesp, por motivo associado mas não idêntico, a FIA, Fundação Instituto de Administração, formada por professores da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), não satisfeita em ter cursos de pós-graduação pagos, agora abrirá uma graduação.

 

http://www1.folha.uol.com.br/saber/834791-professores-da-usp-criam-graduacao-paga.shtml

 

Os cursos de pós da FIA não concorriam diretamente com os cursos da USP. Eram ministrados em horários alternativos e, de certa forma, não evidenciavam um conflito de interesses tão óbvio quanto o de se criar um curso de graduação, com o mesmo nome e os mesmos professores da USP, só que pago.

 

Sim, a USP ficará com parte do dinheiro. Prejuízo financeiro não dá, porque a FIA acaba injetando muito mais dinheiro na USP que aquele que é usado para pagar os docentes da FEA. Só que os alunos da USP, obviamente, ficam com um professor dividido. Um professor que, por ter estabilidade na USP e não a possuir na FIA, pode querer se dedicar muito mais à fundação privada do que à USP.

 

Não é à toa que a USP oferece a opção do chamado RDIDP (regime de dedicação integral à docência e à pesquisa). Ao fazê-lo, os professores são mais bem remunerados, mas abrem mão de ter outras atividades externas. As universidades federais e estaduais de todo o Brasil também oferecem regimes semelhantes (dedicação exclusiva (DE) nas federais, TIDE no Paraná etc.). Uma vez aceito o regime, o professor não deveria se dedicar a outras atividades concorrentes, mas apenas àquelas em que houvesse concordância de interesses e zero prejuízo à instituição pública.

 

Sendo o curso da FIA um curso de graduação, com alta carga horária, aulas durante a semana, perfil de alunado semelhante ao da USP, simplesmente não há como enxergar que os professores não sacrificarão os alunos da USP. Fazer vista grossa, neste caso, parece poder retornar contra aqueles que não se manifestaram, nem contrários tampouco a favor, como é o caso do centro acadêmico da administração USP. O CA disse que só tomará posição em 2011!

 

Agora, pergunto: se é verdade que a valorização da ética nas empresas é crescente, como andam dizendo, quem poderá contratar o profissional formado por professores antiéticos, que não respeitam o contrato que possuem com uma instituição pública como a USP? Quem deve responder a essa pergunta são justamente os departamentos de recursos humanos das empresas. No fim das contas, se ninguém bloquear este abuso na USP, só mesmo as empresas poderão ter alguma influência.

 

Você acredita nisso? Eu não.

 

Alguns links interessantes

Vou acumulando atalhos para textos interessantes, depois busco esvaziar a lista dos favoritos de uma vez aqui. Não é o melhor, mas... vamos lá!

 

Celulares podem ajudar na redução da pobreza global (são ferramentas populares de comunicação, mudam a dinâmica dos negócios informais)

 

Ensino Fundamental em Palmas é um dos melhores do país (busquei confirmar na fonte, mas não consegui encontrá-la...)

 

Quanto mais pobre a cidade, maior a média de votos nulos (destaco a explicação dos gráficos de dispersão, pouco comuns em jornais e revistas, mas habituais na ciência)

 

Boa leitura!

 

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