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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Atalhos e comentários

A página principal do UOL, agora, traz vários atalhos interessantes para temas relacionados a educação e a jovens.

 

Valem a leitura:

 

A linguagem dos jovens, que repercute uma pesquisa encomendada pela Abril Jovem, uma divisão da editora Abril. Não comentarei, embora discorde de algumas interpretações, porque trata de um tema de conhecimento amplo e, portanto, vale mais a leitura de cada um;

 

- Escolas privadas deixam de atrair alunos, da Folha Online. Nem os donos de escolas sabem quais as razões para a redução do mercado. Alguns acham que os ricos deixaram de ter filhos, outros acham que o oferecimento de bônus no vestibular para alunos de escolas públicas desmotivam os alunos mais fracos e as famílias de classe média baixa a buscar o ensino Médio privado, outros acham que é culpa da crise... O fato é que o número de alunos da rede de ensino Médio particular diminuiu muito. O mercado de cursinhos parece ter diminuído ainda mais.

 

- Inep em xeque (para assinantes UOL), em que o presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) questiona a eficácia do Inep, não apenas no caso do Enem, mas também no Enade (o exame de desempenho de estudantes de nível superior), onde também houve extravio de provas, e no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), aquele mecanismo que pretendia acabar com o Provão do Paulo Renato e do FHC. O problema deste último é o de atribuir como nota de avaliação da faculdade a média das notas dos seus cursos avaliados, sendo que há casos em que a instituição tem sete cursos e apenas um deles foi avaliado. Injusto e ilegal tomar a parte pelo todo, concordo. Só não sei se a culpa, no caso, deve ser atribuída apenas ao Inep. Ainda mais se lembrarmos que o Sinaes foi o Novo Enem do ex-ministro Cristovam Buarque: mais um projeto aplicado em tempo muito curto, sem ampla discussão com as partes envolvidas, jogado nas costas do Inep.

 

 - Profissão: docente, entrevista da revista Educação com o reitor da Universidade de Lisboa e apaixonado pela causa da formação docente, professor António Nóvoa. Se estiver com pressa, leia apenas as respostas à primeira e à última questão. Elas são, não apenas, a síntese do que os formadores de professores desejam, mas também do que os alunos desejam ver em seus professores: conhecimento do tema, conhecimento da profissão e articulação plena com o alunado, com a equipe e com as demandas da sociedade. Não é à toa que os universitários preferem ter bons professores a usufruir de instalações luxuosas.

 

Faltam professores

O déficit de professores, especialmente da área de exatas, é uma realidade brasileira e alemã.

 

Excelente reportagem de NovaEscola deste mês mostra, entre outras coisas, que a profissão de professor está bem longe de ser amplamente desejada pelos concluintes do ensino Médio.

 

Esta é a mesma situação verificada na Alemanha, segundo artigo da Deutsche Welle.

 

Os erros cometidos são os mesmos: baixos salários, falta de apoio da administração central, imagem negativa...

 

O que leva à atração, na maioria dos casos, apenas dos piores alunos, dos piores profissionais...

 

O que amplia os problemas como o pagamento de baixos salários (pagar caro por profissional ruim?), falta de apoio da administração central (já que os professores são ruins e desorganizados), imagem negativa...

 

De alguma forma, é preciso quebrar o ciclo vicioso.

 

E as sugestões presentes na revista NovaEscola são valiosas.

 

Valioso, também, é o diagnóstico de uma aluna da rede pública de Feira de Santana (BA), entrevistada por NovaEscola. Diz ela: "Hoje em dia, quase ninguém sonha em ser professor. Nossos pais não querem que sejamos professores, mas querem que existam bons professores. Assim, fica difícil".

 

Pois é.

 

Agradecimentos e mais do Tocantins

Quero muito agradecer a todos que vêm escrevendo para o BoaProva pedindo para que o curso presencial ocorra agora.

 

Infelizmente, não há como "rever nossa posição", como alguém escreveu. Simplesmente porque agora eu estou aqui no Tocantins, com muito a fazer pela formação profissional de novos professores.

 

Dentro daquela série "Tocantins visto por mim", tem só mais um texto em que queria me estender um pouco mais. E ele falaria sobre educação. Não sei quando teria tempo de escrevê-lo, por isso segue aqui um panorama mais rápido, que fecha aquela série de postagens.

 

A qualificação dos profissionais, de modo geral e em média, é tão baixa, que qualquer um que chega com um currículo diferenciado consegue emprego de forma quase imediata. Talvez seja como se voltássemos 20, 30 anos no tempo em São Paulo.

 

Antes de vir, perguntei a um colega que já havia se mudado do estado de São Paulo para o Tocantins havia um ano, se ele teve dificuldades de conseguir trabalho. Disse ele, em tom de brincadeira, algo como: "Comecei a deixar uns currículos. Dali a uma hora, com esse calor todo que faz aqui, parei para tomar um suco. Foi quando meu telefone tocou, com a primeira proposta." Não era uma boa proposta, mas era um trabalho remunerado. Fome, portanto, não se passa.

 

Esta semana foi a minha vez de ver um trabalho cair no colo.

 

Eu sempre quis ministrar aulas em outro lugar em São Carlos, e não ficar só no BoaProva. Principalmente para divulgar indiretamente o curso e o meu trabalho.

 

À exceção do convite do meu amigo Walter para atuar no cursinho do Atheneu (escola técnica que acabou não conseguindo formar turma de pré-vestibular), eu nunca tive resposta dos mais de 50 currículos enviados, quanto mais propostas concretas de trabalho. Demorou um ano inteiro para eu receber, nesta semana, um contato da Universidade Nove de Julho, a Uninove, de São Paulo, sobre um currículo que uma amiga indicou para aquela instituição.

 

Já no Tocantins... Entre um comentário despretensioso sobre a minha qualificação profissional e o meu início no pré-vestibular do CeC Concursos de Gurupi, foram três dias.

 

E a percepção não é equivocada: falta gente qualificada. Mestrado, como eu tenho, praticamente ninguém tem. Mesmo nas universidades particulares. Em cursinho, quase impensável.

 

Aqui, professor de exatas já é artigo raro. Devidamente qualificado, quase impossível encontrar. Já comentei que mais da metade dos professores não tem licenciatura na área sobre a qual ministram aulas...

 

Por outro lado, a Educação é valorizada pelas pessoas. Soube de gente que tem três especializações, mas não tem mestrado porque aqui praticamente não tem pós-graduação stricto sensu. Mas são cursos ruins. Uma pena, porque significa que o povo daqui está perdendo seu lugar para quem vem qualificado de fora.

 

Por tudo isso, eu, como professor apaixonado pela Educação:

 

- Não poderia deixar de dar a minha contribuição para a formação de bons professores de Ciências e melhorar a formação e a competitividade de quem é daqui. Bons professores de Ciências significam alunos mais críticos e atentos, mais preparados para exercer suas profissões com competência, o que pode, realmente, melhorar este Estado;

 

- Não consegui recusar esta nova proposta de trabalho, que me permitirá continuar em contato com os vestibulares e os vestibulandos. Sei que muitos ex-alunos ficarão com inveja dos gurupienses, mas, o fato é que agora, estou no CeC de Gurupi, Tocantins, ministrando aulas de Química, com a satisfação de um viciado em sala de aula.

 

Por tudo isso, é que estou gostando de morar aqui. Estou me sentindo valorizado profissionalmente, incluindo a remuneração, e ainda me satisfaço com a percepção de que o meu trabalho pode fazer, efetivamente, muita diferença para o progresso do Tocantins. Seja no Ministério da Educação, seja no CeC Gurupi, seja no doutorado da USP, seja na especialização em Gestão Educacional, seja na graduação em Pedagogia, sempre tem alguma coisa que eu faço que vem para melhorar a vida de quem vive aqui.

 

Última sobre o Enem 2009

Como aqueles que acompanham o blog sabem, eu acho que a atual gestão da Educação em nível federal está acima da média, mas achei desastrosa a mudança para o novo Enem.

 

Na minha opinião, a pressa foi inimiga da perfeição.

 

O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, acabou caindo. Ele divulgou uma carta em que relata o que houve de positivo em sua gestão, e há de se concordar com ele, e reconhece graves falhas na aplicação do novo Enem. Aparentemente contrariado com a pressão que veio de cima. Aparentemente concordando com a opinião de que a aceleração do processo acabou aumentando a chance de algo dar errado.

 

E várias coisas acabaram dando errado, mesmo.

 

Já o ministro deu entrevista à Folha de S.Paulo (segue link para assinantes Folha/UOL). E parece uma voz isolada em suas opiniões sobre o Enem. Leia alguns trechos:

 

"Tanto a forma da nova prova como o aplicativo de distribuição das vagas compensam as dificuldades decorrentes do furto da prova".

 

Observação: O maravilhoso aplicativo de distribuição das vagas é aquele que não estava preparado para o volume de acessos simultâneos e ficou dias fora do ar, e que selecionou quem só concluirá o ensino médio daqui a um ano. E a forma da nova prova é aquela que precisou de mais de 50% a mais de páginas para colocar o mesmo número de questões que a Fuvest, entre outras deficiências pedagógicas.

 

"Foi o quinto Enem com mais de 3 milhões de inscritos e, na minha opinião, não teria ocorrido nenhum problema significativo se Cespe e Cesgranrio tivessem feito."

 

Observação: Os problemas transcendem a aplicação da prova. Houve uma insatisfação das maiores universidades com a pressão do ministério para a substituição do vestibular e, de fato, a prova foi ruim. Várias universidades, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, teriam retrocedido ao abandonar o seu vestibular, já que suas provas são boas, melhores do que foi o Enem. E isso sem falar em uma série de problemas insignificantes que, somados, têm mais peso que um problema significativo como a violação do sigilo da prova. Além disso, é fato que o ministério teve muita sorte pelo fato de ter descoberto a quebra do sigilo antes da aplicação da prova.

 

A saída de Reynaldo Fernandes do Inep mostra-se símbolo do isolamento da opinião do ministro na questão do Enem.

 

Nossa torcida é para que tudo seja muito melhor para o Enem a partir deste 2010.

 

Últimas notícias

Fizemos uma readequação na revista Cultura Secular, inclusive com a disponibilização do último número de 2009, antes atrasado.

 

Vale a pena conferir em http://cultura.secular.com.br.

 

Gostaria, também, de elogiar e divulgar uma empresa com uma ideia muito bem bolada e uma equipe que, desde sempre, se mostrou séria e dedicada: o Clube de Autores.

 

Nesse site, você pode publicar um livro de sua autoria a custo zero. Hoje, mesmo, entrei em contato com eles e a resposta demorou minutos para chegar, e chegou completa. Nada de robôs ou mensagens padrão.

 

Graças ao Clube de Autores, finalmente está disponível para compra isolada o material do BoaProva. O conteúdo todo está em três livros, divididos nas disciplinas Matemática, Química e Física, e custam, hoje, R$59,90 cada um.

 

Por ora, não disponibilizaremos cópias impressas de avaliação para professores ou donos de escolas.

 

As atualizações do material passarão a ser bienais. Desta forma, disponibilizaremos uma segunda edição já em 2011.

 

Bons estudos!

 

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