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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Se é assim na melhor escola particular da cidade, imagine na pública...

É certo o professor de aulas particulares fazer trabalhos no lugar do aluno? Tenho, para mim, que não.

 

Salvo exceções, é claro. Como quando um professor pede algo que o aluno não é capaz de fazer. Citando Vygotsky, quando um "professor" não tem idéia do que pertence à ZDP do aluno, e do que não pertence. Mas deixaria claro ao aluno que faço o trabalho porque reconheço a sua incapacidade, naquele momento, de realizar o trabalho proposto. Nunca aconteceu, mas esta seria a minha posição.

 

Pois bem, agora um novo elemento foi adicionado à controvérsia. Há professores usando de forma... Como expressar a minha indignação? ... de forma irresponsável, incompetente, preguiçosa, malandra, inocente e insegura o Moodle.

 

O Moodle é uma plataforma computacional desenvolvida para a educação a distância. Possui a maior parte das funcionalidades atualmente requeridas para um bom curso virtual: fóruns, chats, interface amigável... e até permite que se façam provas online.

 

É aí que mora o problema. Tem "professor" de ensino médio regular usando o Moodle para aplicar provas secundárias. Convite para a fraude. Impossibilidade de o aluno esclarecer dúvidas sobre interpretação das questões. Sinal inequívoco de imobilismo mental para o bem do aluno. Sinal inequívoco de grande mobilidade mental para o "bem" do "professor".

 

Se o Ensino Médio fosse um nível de ensino adequado para se aplicarem os conceitos da educação a distância, o Ministério da Educação já não teria autorizado? Possivelmente. Só que não é adequado. O aluno ainda está a caminho de ser autônomo. Não o é. Se cursos virtuais já são pouco úteis para o Ensino Médio, imagine provas virtuais.

 

Você, como professor particular, faria a prova online com o aluno?

 

Eu fiz. Fiz com vários alunos. Fiz questão de fazer, e vou fazer sempre que houver oportunidade. Porque provas virtuais não acrescem nada para o aluno, quando realizadas sem assistência do professor. Porque é uma forma de aproveitarmos a ocasião para consolidar conceitos. E, pessoalmente, porque é uma forma de o aluno perceber que esse sujeito aí está no SPC-Serasa da ética e da competência, e que o aluno precisa ser crítico a isso. E que precisa aprender Física (ou outra disciplina) independentemente da ética e da competência do cidadão que foi contratado para o cargo porque é amigo do coordenador da escola.

 

A carteira de trabalho pode até dizer "professor", mas uma pessoa destas não tem mentalidade para o cargo que ocupa. Por esta e muitas outras, já comentadas neste blog.

 

Alguns alunos vieram me perguntar porque não fiz a opção de estagiar no ensino de Física nessa escola. Adoraria poder fazê-lo, mas... não quero desaprender nada!

 

Comissões de vestibulares podem surpreender?

Estivemos, eu e os alunos do extensivo Capital, em uma pequena discussão sobre a possibilidade de a Fuvest alterar o critério de aceitar a maior nota Enem dos últimos dois anos, passando a aceitar apenas a última, sem ter avisado sobre esta possibilidade até este momento.

 

Sim, isto é possível.

 

Mas não é o que se espera de uma fundação de vestibulares como a Fuvest. Para se ter idéia, a coordenadoria de vestibulares da Universidade Federal do Ceará (UFC), ao saber de "notícias", veiculadas pela imprensa, de que iria alterar o seu vestibular para 2009, veio a público imediatamente para negar que haveria tais alterações. É assim que deve agir uma entidade ou comissão organizadora de concursos e vestibulares. E, creio eu, a Fuvest faria o mesmo.

 

A discussão se deu porque há quem ache que sua nota Enem 2007 foi muto boa, quase insuperável.

 

Independentemente da possibilidade de a Fuvest alterar seu critério, mesmo aqueles alunos que têm nota excelente no Enem 2007 devem se inscrever no Enem 2008. Acreditar que a nota não pode melhorar é acreditar na própria mediocridade. A não ser, é claro, que o aluno tenha acertado a todas as questões; apenas neste caso, não há como melhorar. Mas, mesmo para estes, o Enem serve como um excelente treino de administração do tempo; além disso, sua redação será avaliada de forma semelhante à aplicada nos vestibulares. E tudo isso pelo preço módico de 35 reais, e isenção da taxa a carentes relativamente fácil de se conseguir.

 

O valor do tempo e do trabalho

Faltas - de presença e de respeito - têm marcado, como persistente exceção, os últimos dias no BoaProva.

 

Desde a sexta-feira da semana passada, foram seis aulas marcadas em que o aluno, simplesmente, não aparece. Ou desmarca minutos antes do início.

 

Pela ordem, São Carlos na sexta, São Paulo no sábado, São Carlos na quarta, na quinta e na sexta, e Rio Claro nesta sexta.

 

Como diz o meu amigo Helvio, depois de levar chifre, a relação não é a mesma. Mas muitos desses não se importam: seguem marcando aulas, sem sequer um pedido de desculpas, como se nada tivesse acontecido. Como se não tivessem tirado o ganha-pão de um profissional. Como se não lhe tivessem furtado o tempo. E tempo é dinheiro. E tempo e dinheiro são partes da vida.

 

Prejudicam a mim, especialmente fora de São Carlos, quando me desloco por dezenas ou centenas de quilômetros só para realizar este atendimento, e aos alunos justos, que aguardam, em lista de espera, um horário para ter aulas comigo.

 

Pelo meu lado, errei de novo: esqueci de uma aula nesta sexta. Mas o aluno prejudicado ganha uma aula grátis, e um sincero pedido de desculpas. Aliás, o meu prejuízo é dobrado: perco o valor da aula em que faltei e também o valor da aula de reposição. E até acho pouco... Mas, claro, é uma questão de ética. É o mínimo que posso fazer para mostrar que respeito o aluno, seu tempo, seu trabalho.

 

Por conta do comportamento inoportuno daquelas pessoas, no segundo semestre, vou buscar mudar o esquema em relação ao compromisso do aluno com as aulas. Especialmente com aqueles que marcam aula pela primeira vez, e com os que têm reserva de horário, mas mais desmarcam (minutos antes do início da aula) do que comparecem.

 

Faço isso pela maioria dos meus alunos: cumpridora de seus deveres em relação a horários e pagamentos. Merecem direitos.

 

P.S.: nesta sexta, vi exemplos extremos: a mãe de um dos alunos "desaparecidos" reconhece a falha e vai pagar pela aula cancelada - é professora e entende a minha situação. Por outro lado, uma pessoa que faz curso de licenciatura - de formação de professores - marca aula, assiste e não paga, faltando persistentemente com a verdade - que professor virá a ser esta pessoa, que desvaloriza o trabalho do próprio par?

 

BoaProva é marca requerida

Está aí uma coisa que eu só posso contar agora, por conta de o prazo legal para oposição (só se fosse de algum engraçadinho-desgraçadinho...) ter se esgotado, e de, a partir de agora, um eventual processo de oposição ser dificílimo e extremamente custoso.

 

Requeri o registro da marca BoaProva para o ramo de serviços educacionais.

 

Porque, afinal, boa prova, só com BoaProva!

 

Confirmado: novo local de aulas na Capital

Temos novo local de aulas em São Paulo para o curso regular, que será mantido pelo menos até o fim deste semestre. É uma localização nobre, na avenida Paulista, como os alunos BoaProva merecem. E, estou certo, esta nova sala melhorará o aproveitamento do nosso tempo de aula, pela maior integração entre os alunos. Então, já neste sábado, não esqueçam: a aula é na Paulista, metrô Brigadeiro!

 

Continuamos a busca por um local definitivo.

 

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