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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

Não se iluda

Se você digitar "cursinho" no Google, um dos primeiros resultados, hoje, leva a uma notícia do portal Terra. O link segue:

 

Fuvest: primeira colocada fez três anos de cursinho

 

Isso é um exemplo do mau jornalismo e do governo mentiroso.

 

Para começar, a aluna fez escola técnica, que, hoje, é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento, não à Secretaria de Educação. Na época, há três anos, quando da conclusão do curso, havia o vínculo com a pasta da Educação, mas essa ressalva não foi feita.

 

Espero que a candidata não tenha se iludido. Ela pode ter sido a primeira colocada na carreira, não no geral. Aliás, ficou muito longe disso. Mas a Secretaria de Educação preferiu dizer que foi do geral, claro. Quem é que vai questionar?

 

Aliás, a candidata não deve ter se iludido. Se precisou de três anos de cursinho, deve saber o que aprendeu na escola do governo estadual paulista.

 

E, por fim, o jornalistinha do Terra preferiu o "copia/cola" do release da secretaria do governo, sem sequer confrontar os números com a realidade. Mas, como, hoje, precisa de diploma para ser jornalista (serve até diploma daquela universidadezinha que é sinônimo de porcaria, vinculada a um dos maiores cursinhos, mas cuja alcunha não pega no cursinho, só na universidade), precisam colocar uns caras desses nas vaguinhas.

 

Já demorou para derrubarem essa lei do regime militar, que proíbe os bons sociólogos, historiadores, cientistas, etc. de exercerem com competência o jornalismo.

3ª Reunião BoaProva São Paulo

Apenas confirmando o que já havia sido dito: teremos, neste sábado, dia 1º de março, mais um encontro BoaProva.

 

Será das 14h às 16h, e não será necessário marcar hora antes, por telefone.

 

Para quem não sabe, nestes encontros nós conversamos com os interessados, mostramos o material didático e eliminamos quaisquer dúvidas que possam existir sobre o curso.

 

O que parece ter sido ideal, visto que todos os que estiveram presentes a esses encontros optaram pela matrícula imediata.

 

São 15 vagas no total, várias já ocupadas ou reservadas. Para garantir também a sua, entre em contato conosco ou venha a nosso encontro neste sábado. É pertinho do metrô Ana Rosa, na rua Vergueiro. Esperamos por você.

Nosso blog é opinativo

No fim do ano passado, cheguei a publicar aqui que este blog ainda não contava com uma linha editorial. Continua sem ela, mas, como podem ver, ele é e sempre será um blog de opinião.

 

E as minhas principais opiniões, as que sempre serão vistas aqui, são as de que:

 

- Um profissional deve privilegiar a sua opinião, o seu jeito de pensar, antes de visar ao lucro;

 

- Se esse profissional trabalha com educação, isto se torna ainda mais importante - ele é o espelho do futuro;

 

- A competência, a dedicação e o amor à educação devem ser sempre saudados; o contrário merece a nossa repulsa (aqui no blog, a minha crítica).

 

Quando eu critico algum curso, instituição ou profissional, é porque eu sinto que ele visa apenas ao lucro financeiro, sem se importar, de fato, com o aprendizado e com o bem-estar do aluno.

 

Em particular, os cursinhos de dia inteiro, a meu ver, parecem todos criados unicamente para satisfazer a um nicho de mercado. Não acredito que um verdadeiro profissional da educação possa acreditar na eficácia de um método tão bruto para a aprovação ou, mais profunda e elementarmente, acreditar nisso para o aprendizado de um aluno.

 

De forma alguma, quis ou quero atingir, de forma pessoal, os criadores desses cursos, desde que eles realmente acreditem que esse método funciona, e não queiram apenas ganhar dinheiro de incautos alunos.

 

Minhas opiniões, assim como as de todos, são influenciadas por experiências vividas. Eu, por exemplo, fui aluno do Curso de Ciências Moleculares na USP São Paulo, durante dois semestres. É um curso extremamente elitista. O acesso não é pela Fuvest. Ao contrário: só os melhores da Fuvest recebem carta-convite para conhecer melhor o curso.

 

Pois bem: na época em que eu cursei o Moleculares (ou CCM, para alguns), o curso era regido por mão-de-ferro por uma professora do Instituto de Biociências-USP. Tínhamos 8 horas de aula por dia, de segunda a quinta. Às sextas, aulas pela manhã. Insatisfeita com a janela da sexta à tarde, a coordenadora do curso começou a inventar palestras para esse horário, com gente importante. Como eram só dez alunos na sala, quem faltasse era malvisto e sofria pressão da coordenação.

 

No meu caso, e no caso de muitos que já haviam desistido pelo caminho (eram 25 vagas - no início do 2º semestre a turma só tinha 10 alunos!), o curso pesadíssimo foi motivo para que eu não mais conseguisse render. Operações matemáticas simples passaram a ser motivo de insegurança e erro. Não havia tempo para a resolução de exercícios, elaboração de relatórios, nada. A minha alegria só voltou no dia em que retornei para minha unidade de origem, o Instituto de Química.

 

Só para constar: hoje, a coordenação do Moleculares é outra, e a taxa de evasão é muito menor. Não sei se a carga horária diminuiu, mas espero que sim. Afinal, quem consegue criar sob uma condição tão restritiva, tão ditatorial? Copiar, memorizar, aplicar regras e fórmulas, sim, é possível. Criar, não.

 

Mas como passar no vestibular sem criar?

 

Como viver sem criar?

Cursinho de dia inteiro: quem aprende?

Eu chego a ficar assustado com o crescimento desses cursinhos que oferecem 50, 60 aulas por semana. Deve dar muito dinheiro.

 

E isso, por alguns motivos:

 

- O aluno está disposto a pagar mais por um cursinho que dá mais aulas (a qualidade fica em segundo plano);

 

- O aluno vê vínculo entre número de aulas e chance de aprovação, dando preferência para esses cursos (um cara que pensa isso já esta de fora da universidade pública antes mesmo de fazer a prova, não acha?);

 

- O aluno não é aprovado e volta a cursar o cursinho de 50 aulas (será?).

 

Eu não entendo, talvez por ser muito ignorante, como os alunos conseguem tempo para fazer os exercícios. Talvez por ser professor de exatas, uma parte do conteúdo do vestibular em que só se aprende fazendo, eu fico com essa mania de achar que o exercício é vital para o aluno aprender. Mania minha, certamente!

 

Também não entendo, talvez pelo fato de a minha aula ser diferente, como se aprende só de olhar o professor fazer os exercícios. Eu nunca aprendi assim, mas, talvez, seja eu um caso particular, né? Uma aberração da natureza, talvez.

 

Mas, falando sério: PENSE BEM antes de embarcar nessa canoa furada. Eu já conversei com inúmeros alunos que fizeram esse tipo de curso, porque papai é médico e quer que o filhinho entre na Medicina-Pinheiros de qualquer jeito, e a opinião é unânime: o ano em que se meteram a fazer o cursinho em que não conseguiam tempo sequer para respirar foi o ano em que tiveram o pior desempenho.

 

Segundo eles:

 

- Não conseguiam dormir direito;

 

- O estudo não rendia, por ser feito tarde da noite;

 

- Eles não tinham tempo de estudar todas as matérias, então selecionavam apenas aquelas de que gostavam, abandonando justamente as exatas;

 

- Não aprendiam nada; novos métodos de resolução, quando apresentados, eram ignorados, pela falta de tempo para se dedicar a dominá-los.

 

Em São Carlos, já tem um curso nesse molde, com resultados abaixo da média. Vai ver a dona do curso inventou isso porque no estudo da Língua Portuguesa, a única e verdadeira especialidade da casa, o aluno não precisa de tempo para pensar nas escolas literárias, para fazer uma redação, etc. Deve ser só assistir aula e pronto! (Desculpe-me pela ironia, novamente!)

 

Neste ano, em Rio Claro, nosso vizinho, colégio bem conceituado, se meteu a se aliar a uma dessas franquias de material didático - decepcionante. Aliás, essa franquia que chegou a Rio Claro, com sede em São José dos Campos, só consegue alta aprovação no ITA. Um verdadeiro mistério, já que as provas resolvidas do ITA no site deles estão cheias de erros. Eu já dei preparação para o ITA e vi. Não é exclusividade deles, mas lá a quantidade de erros surpreende.

 

Fica a pergunta: por que os grandes cursos, como Anglo, Objetivo, Etapa, não entraram nessa moda? Será que é porque é só isso: uma moda passageira?

 

Assim espero, pelo bem físico e mental dos alunos.

Agradecimentos e repeteco

Estou muito feliz hoje, depois do sábado, em que estivemos em São Paulo realizando mais um encontro com os alunos, e no qual, novamente, todos os que foram, fizeram sua matrícula.

 

E depois desta aula demonstrativa em Rio Claro, que foi bem ao meu tipo: sem uma programação definida previamente, mas atingindo o objetivo final, de mostrar como é a minha aula.

 

Agradeço a todos aqueles que já fizeram a matrícula, pela confiança no meu trabalho, e aos vários alunos que estiveram presentes nesta noite em Rio Claro, por permitir que eu pudesse expor o meu trabalho.

 

Nesta semana, vamos repetir a dose: no sábado à tarde, recepção em São Paulo. Na segunda à noite, aula demonstrativa em Rio Claro.

 

Se você ainda não foi, vá! Estamos esperando por você.

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