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BoaProva Blog

Blog do Prof.Perdigão. Desde 2007, notícias do BoaProva e comentários sobre educação e outros temas de relevância.

A educação básica floresce porque não é federal

Sempre fui contra a tal "federalização" da "iducação", como dizia um ex-senador e ex-presidenciável que, finalmente, submergiu.

Uma ideia aloprada, por pretender centralizar o que precisa ser descentralizado, para poder inovar, para poder ser livre.

Como estaríamos agora, se tivéssemos a educação federalizada? Melhor nem pensar. Melhor ver o que está acontecendo graças à NÃO federalização.

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/08/longe-de-polarizacao-nacional-estados-articulam-acoes-educacionais-entre-si.shtml

P.S.: Enquanto isso, a educação básica mais cara do país vai ficando cada vez mais para trás em qualidade e em gestão democrática. A reportagem menciona o absurdo ditatorial, militarista, cometido por aqui. Que contraste!

 

Os rumos do idioma inglês

Artigo muito interessante do NY Times trata dos rumos do inglês (nativo) à medida que se fortalece, inclusive com o auxílio da tecnologia, como língua franca:

https://www.nytimes.com/2019/08/10/opinion/sunday/europeans-speak-english.html

 

Já o Uol não sabe bem as conclusões a tirar. Primeiro, resolveu dizer que "A tradução automática pode derrubar o inglês como língua universal" (é o título do documento digital). Depois, resolveu alterar o título do texto para "Máquinas podem acabar com a necessidade de aprendermos outros idiomas" (o que é outra bobagem, dado o conteúdo do texto).

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2019/08/06/a-traducao-automatica-pode-derrubar-o-ingles-como-lingua-universal.htm

 

A aposta de ambos no curto e médio prazo é a mesma: inglês cada vez mais forte. E tradutores automáticos fazendo um trabalho que nunca terá a nuance do pensamento humano. A longo prazo, é temerário fazer previsões muito seguras.

 

Portanto, só uma saída imediata para se comunicar bem por aí: um bom domínio do idioma inglês.

 

Novo semestre

Algumas observações a estudantes da UnB que frequentam este espaço:

1) Os projetos de extensão foram renovados. O de TDCs segue igual. O Multiplicadores terá ajustes. Em breve, divulgaremos.

2) Depois de uns sete semestres seguidos, não ministrarei Química Geral Teórica. Aliás, acho que nunca mais, pois a carga horária de Ensino de Química no curso de Licenciatura em Química aumentará, por força de lei.

3) A Coordenação de Licenciatura em Química tem sua página no UnB.pt, onde é possível ler informações e assinar o boletim da coordenação. Se você é aluno, não deixe de assinar.

Meritocracia?

Sistemas pensados para reduzir a desigualdade usados para majorá-la.

 

Pode ser que nenhum estudante tenha agido de má-fé. Mesmo assim, o acesso a condições especiais em exames de seleção dependem de provas, geralmente médicas. Estas dependem de se conhecer bem as regras e ter dinheiro para pagar o médico.

 

É preciso pensar soluções, em vez de gritar que há meritocracia pura onde, em realidade, diversos outros fatores atuam no resultado final.

 

https://www.nytimes.com/interactive/2019/06/17/upshot/nyc-schools-shsat-504.html

 

O gênio e o ignaro

Meus colegas discentes mostram uma grande preocupação com a camerazinha do laptop. Quase todos a têm adesivada.

 

Uau! Que preocupação com a privacidade! Que eficaz!

 

Ainda precisam explicar como jogam tanta informação na rede, como baixam tanto programa potencialmente invasor da privacidade (as empresas chamam de "app" - muitas não querem você como cliente se você não instalar), como usam aparelhos que enviam geolocalização e outros metadados para tais empresas...

 

Suspeito que isso deva ter relação com a famosa foto do dono de uma trinca de redes sociais famosas.

 

Deixando-se fotografar com um laptop ao fundo, com o tal adesivo na câmera, a ideia era dizer:

 

"Usem minhas redes, confiem em mim. Façam como eu: adesivem a câmera do laptop (só a do laptop!) e deixem o resto comigo".

 

Gênio.

 

Pense nisso: um sujeito cria um site para saber da vida dos colegas (e das colegas, especialmente), e passa a saber da vida de virtualmente qualquer pessoa que queira, mesmo de quem não está (voluntariamente) na rede. E ainda vira multibilionário!

 

Aí você pega um(a) estudante com um perfil relativamente comum, a favor de causas femininas (mas não necessariamente feminista), a favor de menos desigualdade social (mas não necessariamente de esquerda).

 

Eu queria saber quando é que essa pessoa concilia as duas coisas: ser pró-mulher, ser pró-humana, e dar seus dados para um misógino controverso, vigilante. O doublethink, o duplipensar, não é evidente?

 

A coisa é pior. O que eu ouço é: "O QUÊ?? VOCÊ NÃO TEM <nome do comunicador instantâneo comprado pelo sujeito, baseado em números de telefone, grupos, chamadas e arquivos de áudio e vídeo>??"

 

Não tenho e queria entender como você tem. Como você se dispõe a dar informações que você não dá nem à sua mãe, como a sua geolocalização 24 horas por dia?

 

"Ah, mas o 'app' do cara tem criptografia ponta-a-ponta!"

 

Ninguém precisa ler sua conversa. Seus metadados dizem tudo. Ler a conversa seria redundância.

 

Mas continuemos adesivando a camerazinha e achando que basta.

 

Como o gênio fez. Igualzinho. Só que no modo vigilado.

 

Uma hora qualquer, a bolha implode.

 

P.S.: A telescreen, a teletela, de George Orwell não desligava no botão de desligar. As baterias de celular vêm lacradas hoje para quê? Ai, ai...

 

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